17.12.05

Exame Patológico

O material retirado durante a cirurgia foi enviado para um laboratório de patologia clínica onde deveriam ser feitos os exames do tecido celular do tumor. Os resultados desses exames confirmaram o diagnóstico feito inicialmente a partir das imagens da tomografia e da ressonância magnética. Abaixo se vê uma transcrição literal do texto contido no laudo.
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IMUNOMICROSCOPIA


ANTÍGENOS PESQUISADOS: GLIAL FIBRILLARY ACIDIC PROTEIN (6F2), Ki-67 (MIB-I) E P53 PROTEIN (DO-7).


MÉTODO:
lmunohistoquímica com recuperação antigênica por superaquecimento em solução tampão de citrato 10mM ph6.0, utilizando o método LSAB (Labeled Streptavidina-biotina), com diluição dos anticorpos primários (monoclonais e/ou policlonais) de 1:50 à 1:1000.

RESULTADO:
  • GLIAL FIBRlLLARY ACIDIC PROTEIN (6F2):- POSITIVO.
  • Ki-67 (MIB-l):- POSITIVO EM 20 À 30% DAS CÉLULAS ANAPLÁSICAS.
  • P53 PROTEIN (D0-7):-POSITIVO.

CONCLUSÃO: TUMOR CEREBRAL:- GLlOBLASTOMA MULTIFORME, COM EX­PRESSÃO POR GFAP E ALTA ATIVIDADE PROLlFERATIVA (MIB-1).


OBS:

  • O DIAGNÓSTICO ANÁTOMO-PATOLÓGICO E IMUNOHISTOQUIMICO É UM PROCEDIMENTO MÉDICO COMPLEXO, QUE ENVOLVE ALTERAÇÕES ENCONTRADAS NO ESTUDO MICROSCÓPICO DA LESÃO.
  • DIVERSOS FATORES PODEM INFLUENCIAR ESSA INTERPRETAÇÃO. ASSIM, A CONDUTA MÉDICA FRENTE AO DIAGNÓSTICO DEPENDE DA AVALIAÇÃO CONJUNTA DO QUADRO CLiNICO LABORATORIAL e ­RADIOLÓGICO APRESENTADO PELO PACIENTE.

3 Comments:

At 00:34, Anonymous Ana Paula said...

Já li muitas informções a respeito de suas pesquisas , e gostaria que se possivel vc me ajudasse. Tenho um irmão de 35 anos com astrocitoma anaplasico grau III infiltrativo, descoberto em dez/04, após ressonancias e tomografias ele fez algumas sessoes de radioterapia, que segundo o médico nao tiveram bons resultados, pois o tumor nao diminuiu.Durante esse periodo ele perdeu o movimento dos membros esquerdos, mas tinha uma vida relativamente "normal", Em agosto/06, após uma queda ele piorou muito e através de uma nova ressonancia , o tumor cresceu ainda mais, e segundo o neurocirurgiao , a melhor opção seria uma cirurgia. Entao eu e minha mãe procuramos outro profissional cuja opinião é de que uma cirurgia de nada adinataria em melhorar sua qualidade ,nem quantidade de vida assim ele recomendou quimioterapia com temodal, moro em João Pessoa-PB, e gostaria de saber se vc tem conhecimento de algum médico em Recife-PE que pudesse acompanhar esse caso, e tambem se possivel , me enviar informçãoes sobre outros tipos de tratamentos fitoterapicos ou outros para o caso dele.Fico feliz em encontrar pessoas especiais como voce , tentando ajudar o proximo! Boa sorte!!

 
At 02:46, Blogger Miguel Francisco said...

Olá Ana Paula

>>>Tenho um irmão de 35 anos com astrocitoma anaplásicos grau III infiltrativo,>>> é praticamente tão grave como o Glioblastoma;

>>>ele fez algumas sessões de radioterapia, que segundo o médico não tiveram bons resultados, pois o tumor não diminuiu.>>> Dependendo da massa tumoral, a radioterapia sozinha e em poucas sessões não surtirá efeito mesmo, em geral, atualmente, são usadas cirurgia seguida de 35 sessões de radioterapia associada ao temodal.

>>>descoberto em dez/04,>>> É curioso notar que seu irmão foi diagnosticado em dez/04 e até agora não passou por nenhuma cirurgia. Pode ser que o tumor esteja localizado em uma área difícil de operar, mas a redução da massa tumoral via cirurgia é uma prática comum e necessária na maioria dos casos. Se o neurocirurgião acredita que o local é operável, me parece ser esta a decisão mais racional, por que este é um tumor que cresce muito rapidamente e só radioterapia ou quimioterapia não são suficientes para faze-lo regredir.

Na minha precária opinião somente o uso de temodal não será suficiente. É preciso usar todos os recursos que estejam disponíveis e isto inclui cirurgia, radio, químio e tudo o mais que possa ajudar.

Infelizmente não conheço médicos de Recife, pois sou de São Paulo, mas você poderia acessar a comunidade de Glioblastoma do Orkut e lá perguntar aos membros se conhecem.

Quanto aos tratamentos fitoterápicos sei muito pouco, mas todas as opções terapêuticas que são descritas neste blog parecem ser adequadas ao tratamento de Astrocitomas de Grau III e estão ao seu alcance sem muitas dificuldades. Basta ler um pouco e avaliar os riscos e benefícios de cada uma delas.

Um abraço e força!

 
At 20:49, Anonymous L said...

Ola!
Inicialmente gostaria de agradecer a "Miguel Francisco" pela louvável iniciativa de prestar ajuda e palavras de apoio aos pacientes e familiares que enfrentam esse diagnóstico.
Sou médica anátomo-patologista, por isso estou postando comentário neste tópico (o título me chamou a atenção).
Meu pai, com 70 anos, há 3 meses teve diagnóstico de astrocitoma anaplásico (grau III), neoplasia também de alto grau, da mesma família do GBM. Foi submetido a cirurgia, já fez radio e quimio com Temodal acompanhando a radio (terminou há 1 semana). Fará nova ressonância com espectroscopia em 15 dias e iniciará os ciclos do Temodal.
Está muito bem (também é médico) e até voltou a trabalhar.
Estamos passando por todas as dificuldades e sofrimentos, como todos vcs, e, por sermos médicos, às vezes ficamos céticos e pessimistas, considerando-se o prognóstico descrito na literatura médica...
Mas estamos aí, firmes, lutando e correndo atrás de todas as possibilidades para vencer essa doença terrível.
Fico muito feliz em saber que seu pai está fora da curva esperada para os pacientes. Tenho certeza de que ele terá o melhor tratamento e evolução, com um filho tão dedicado. Espero estar conseguindo fazer o mesmo pelo meu pai.
Espero também ser útil e contribuir com alguma coisa no blog.
Obrigada,
L.

 

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