2.1.06

Fatores Para Intervir e Ajudar a Controlar Cânceres e Tumores

Durante estes meses em que tenho estudado os assuntos "tumor cerebral" e "câncer", tive muitas dificuldades para entender os fatores determinantes da moléstia e sobre em que aspectos ou variáveis é possível influir para melhorar as condições de sobrevida ou tentar a cura. Devo confessar que estive muitas vezes a ponto de desistir. A terminologia técnica, o uso de vários termos para representar uma mesma coisa e a enorme complexidade do problema desnorteiam qualquer um que não seja da área. Acredito que até os que trabalham exclusivamente com esses assuntos, às vezes, se sentem bem perdidos.

Depois de vasculhar inúmeros artigos científicos, fiz uma lista de fatores que são importantes e para os quais existem meios de interferir. A forma de influenciar estes "elementos" envolvidos com a doença nem sempre tem uma comprovação científica completamente aceita, mas, como esse tipo de doença é muito grave e muita gente vê como válidas "garrafadas" e benzedeiras de todas espécies, acredito que qualquer possibilidade terapêutica, que tenha um razoável número de evidências científicas favoráveis, deve ser tentada ou agregada, pois irá aumentar as chances de cura. Mesmo que as probabilidades sejam pequenas, é melhor somar esforços do que ficar esperando passivamente o que está previsto no prognóstico padrão.

A lista de fatores que apresentarei abaixo certamente não é completa e não tem rigor médico/científico, mas compreende alguns aspectos cruciais para o tratamento. Qualquer um que puder ajudar a melhorá-la e se dispuser a escrever um comentário, terá sua iniciativa calorosamente acolhida e, se o comentário for pertinente, o post será corrigido ou implementado com ele.

Em breve estarei relacionando aqui meios de influir nos fatores relacionados, complementando a terapia. Todas as sugestões estarão acompanhadas das referências às evidências científicas que as justificam.


Os Fatores


Impedir a Angiogênese

Os tumores para crescerem necessitam grande quantidade de alimentos e energia. Eles obtêm este material estimulando a criação de vasos sanguíneos (veias e artérias) que levem até eles o que for necessário. A criação de vasos sanguíneos é chamada de angiogênese. Se pudermos evitá-la (a angiogênese), estaremos dificultando a proliferação e crescimento das células do tumor. Assim, ao criarmos obstáculos ao crescimento de novos vasos sanguíneos, poderemos evitar o crescimento do tumor, provocar sua estabilização ou mesmo sua diminuição.

Um outro aspecto importante de combater a criação de vasos sanguíneos (que também é chamada de anti-angiogênese) é que, ao prejudicar as condições favoráveis para o crescimento do tumor damos oportunidade para que outros tratamentos possam matar as células cancerosas ou tumorais, isto é, facilitamos o trabalho de outros remédios.

Usar Substâncias Citotóxicas para matar células tumorais

A expressão citotóxica vem da junção de duas palavras: cito - que significa célula - e tóxica. Assim, uma substância citotóxica é aquela que é tóxica para a celula ou células. Em geral, medicamentos quimioterápicos são substâncias muito tóxicas para as células cancerosas e são administrados aos pacientes com o propósito de matar essas células. O problema é que, muitas vezes, afetam também outras células do organismo provocando graves efeitos colaterais adversos e indesejados.

Além dos medicamentos criados industrialmente, existem muitas substâncias naturais que apresentam a capacidade de matar células de diversos tipos de tumores ou contribuir facilitando a ação dos quimioterápicos. Muitas dessas, quando aplicadas nas doses corretas, apresentam nenhum ou raros efeitos colaterais, de forma tal que usá-las pode contribuir muito e fazer pouquíssimos estragos.

É conveniente lembrar aqui de duas coisas: (1) muitos medicamentos industrias são derivados, refinamentos ou aprimoramentos de substâncias encontradas na natureza (a Penicilina e o Ácido Acetilsalicílico - AAS são exemplos) e (2) como dizia o médico suíço Paracelso (1493-1541), "a diferença entre o remédio e o veneno está na dose". Desta forma, é perfeitamente viável usar substâncias naturais como coadjuvantes dos tratamentos, desde que a dose usada seja suficiente para provocar um efeito benéfico, mas não seja exagerada a ponto de se tornar tóxica e prejudicar o paciente.

Incrementar a efetividade da quimioterapia

Alguns tumores, como o glioblastoma multiforme, possuem poucos medicamentos efetivos para seus tratamentos. Freqüentemente são medicamentos muito caros e, às vezes, de eficácia parcial. Nestas circunstâncias, é importante potencializar ao máximo o efeito do remédio e, para isto, existem algumas substâncias naturais que ajudam. Existem também substâncias de origem industrial que se prestam a este propósito, algumas vezes são remédios indicados para outras doenças.

Diminuir os efeitos colaterais da quimioterapia

Muitos de nós sabemos por experiência própria ou de ouvir falar que os tratamentos com muitos medicamentos quimioterápicos têm o grave inconveniente de provocarem reações adversas importantes. Os efeitos colaterais mais comuns, entre outros, incluem:
  • Queda de cabelo

  • Alterações nas células do sangue

  • Diarréia

  • Náuseas e Vômitos

  • Toxidade sobre o sistema nervoso

  • Alterações sexuais

  • Obstipação

  • Alterações de pele e unha

Alguns destes problemas são pouco relevantes ou transitórios e desaparecerão quando o tratamento terminar, mas existem aqueles que devem ser acompanhados de perto e é preciso fazer algo para controlá-los.

Minimizar a quimioresistência

Um outro problema é a chamada quimioresistência, que é a capacidade que as células de alguns tipos de tumores desenvolvem para resistir aos efeitos tóxicos do medicamento quimioterápico. Isto é, essas células "aprendem" que aquelas substâncias (os remédios) são prejudiciais para elas e desenvolvem formas de expulsar o agente nocivo ou evitar seus efeitos. Com o tempo estes remédios podem perder sua utilidade. Por isso, utilizar meios de impedir, retardar ou minimizar a quimioresistência é um procedimento de grande importância pois aumenta a vida útil dos remédios e as chances de que eles venham a matar as células tumorais.

Diminuir os Efeitos Colaterais da Radioterapia

O uso de radiação no tratamento de tumores cerebrais é comum, mas isto pode provocar déficits neurológicos substanciais e estes déficits podem vir a aparecer vários anos após o tratamento. Existem algumas técnicas recentes de aplicação da radiação que visam minimizar os efeitos secundários do tratamento, mas há poucos locais onde ela está disponível e, na maioria dos casos, a eficácia ainda não foi comprovada. Exemplos destas técnicas são a implantação de "sementes radioativas" no local do tumor ou a administração de radiação via "anticorpos monoclonais". Apesar deste panorama, há algumas coisas que se pode fazer para melhorar a situação.

Inibir a proliferação celular do tumor

Como já dito em uma postagem anterior, um tumor é uma massa formada pelo crescimento de células anormais ou pela proliferação descontrolada de células. Alguns tipos de tumores têm uma velocidade de crescimento muito acelerada ou produzem células muito anormais, de tal forma que intervir tentando frear esta velocidade ou regular o ciclo de reprodução das células para que elas se multipliquem de forma normal é uma das estratégias que deve ser considerada no processo terapêutico.

Fortalecer o Sistema Imunológico

As células tumorais têm uma estrutura genética diferente das células normais, elas produzem substâncias (proteínas) estranhas ao organismo, que podem ser detectadas pelo sistema imunológico e provocar o mesmo tipo de reação de defesa que é provocada por invasores como vírus e bactérias. Este fato básico sugere que fortalecer o sistema imunológico pode ser uma abordagem efetiva no combate ao tumor.

Outro aspecto relevante, que justifica a iniciativa de fortalecer a imunidade do organismo, é que muitos dos medicamentos utilizados comumente nos tratamentos acabam por debilitar o sistema imunológico e permitir que outras doenças, principalmente as contagiosas, se instalem.

Ativar Genes Supressores de Tumores

Descobriu-se que existem genes que são capazes de impedir a proliferação tumoral. O gene p53, por exemplo, inibe crescimento e multiplicação celular se detectar danos do DNA e nos tumores há alterações do DNA. A atividade deste gene envolve tentar reparar os danos verificados e quando isto não é possível ele desencadeia o processo de morte da célula tumoral danificada, cujo nome técnico é apoptose; ou seja, se conseguirmos que este gene seja ativado ele fará parte do trabalho de matar o tumor.

Conter o Processo Inflamatório

Para vários tipos de tumores, nas áreas em que eles estão se expandindo, existe um intenso processo inflamatório. No caso particular de meu pai, e em muito outros casos, o edema (inchaço) do cérebro por conta da inflamação foi o que provocou as manifestações que nos levaram ao diagnóstico. Quando o processo inflamatório é muito severo, ele pode ser fatal. Ao agirem sobre o processo inflamatório, vários medicamentos inibem o crescimento dos tumores.

8 Comments:

At 12:37, Blogger Sandro said...

Olá Miguel, estou com você nesta luta, meu irmão!!! também estou tentando ajudar minha mãezinha... que está com Linfoma não Hodkim no cérebro...

Estamos administrando um homeopático denominado " canova" Imunomodulador www.homeoterápica.com.br.. também estamos administrando o cogumelo do Sol (Agaricus Blasei Murril)e estou aguardando outro homeopático chegar, trata-se do Extrato fluído do Avelós... (minha mãe não pôde fazer quimioterapia porque não iria resistir, fez 17 sessões de radioterapia,, que foram devastadoras para ela) um abraço,,, que o Divino mestre Jesus continue nos amparando nesta luta, de forma a ganharmos tempo contra a doença,, um forte abraço do Sandro....

 
At 19:45, Blogger Miguel Francisco said...

Olá Sandro

Linfoma Não Hodgkin ou LNH é um tumor que resulta da multiplicação descontrolada de células derivadas de linfócitos T ou B. Isto é tudo o que sei sobre o assunto e como você, tenho certeza, preferia não precisar saber. Alias, sei também que esta é uma doença cuja incidência vem aumentando nos últimos anos, embora não se saiba a razão. De toda forma, certamente, a sua “pedreira” não deve ser menor do que a minha. Ou seja, você terá que lutar tanto quanto nós lutamos.

Já ouvi falar das três substâncias que você mencionou, isto é, canova, agaricus e avelóz. A primeira delas eu não estudei, mas das duas outras tenho algumas informações. O cogumelo tem sido testado por pesquisadores sérios e há hipóteses de que uma substância contida nele realmente pode ter efeito contra o câncer. Na realidade, existe um outro tipo de cogumelo, chamado coriolus versicolor, que parece ser mais apropriado para esta finalidade. No entanto, é muito difícil encontra-lo no Brasil.

Sobre o avelóz eu descobri que se trata de uma planta da família das euphorbiaceas, da qual fazem parte várias plantas às quais se atribui poderes curativos. Descobri isto quando estava pesquisando uma outra planta chamada por vários nomes: janaúba ou janajuba ou janaguba (synadenium grantii). Nem esta nem o avelóz parecem ter sido pesquisadas intensamente e, em ambos casos, elas produzem um látex que é usado (muito diluído!!!) como remédio, mas que também é altamente tóxico.

Sandro, procure encontrar bases científicas para suas decisões. Isto é muito importante para diminuir os riscos e aumentar as chances de êxito.

Um Abraço e Força!

 
At 09:16, Anonymous Marcelo Palhares said...

Miguel, também ajudo minha mãe na luta contra LLA-Leucemia Linfóide Aguda - e após conseguirmos o Glivec para tratá-la, estamos mais tranquilos, mas tenho sempre a impressão que devemos buscar ajuda na Natureza e conhecer novos medicamentos. Pergunto se conhece a Janaúba e se tem referências dessa planta para pesquisarmos se é adequada para ajudar no tratamento. Meu e-mail é marcelo.palhares@gmail.com Obrigado

 
At 18:54, Blogger Dora said...

Oi Miguel, há 6 meses estamos vivendo uma situação mto parecida com a que vc vem descrevendo. Descobrimos que a nossa mami está com um tumor misto chamado de glioblastoma multiforme e astrocitoma anaplástico, se é que entendemos bem o que o neuro, juntamente com a onco e o rádiologista nos explicaram. Somos leigos no assunto de medicina mas temos Fé e mto amor pela nossa querida mãezinha e nos dispusemos a lutar ao lado dela. Ler o que vc escreveu foi bom pq nos deu ânimo para lutar e começar de alguma forma por algum lugar, embora ainda seja td mto complicado de entender. Vivemos em uma cidade pequena onde não nos oferece qualquer tipo de tratamento, temos que viajar 200km para avaliação mensal do tratamento estipulado agora pela onco e pelo neuro. Já fez a cirurgia, a rádio e agora estamos com a quimioterapia com o Temodal. Estamos preocupadas com o estado em que ela se encontra, não percebemos a olho nu o que os médicos chamam de qualidade de vida. Seu tratamento hj consiste em um remédio de base, assim o chamamos, que é o pratiprazol, que toma uma cápsula pela manhã ainda em jejum, a noite um comprimido de fenobarbital para evitar crises convulsivas e meio comprimido de noctal coadjuvante do fenobarbital, além é claro da quimio de 21 em 21 dias com o temodal, de 200mg durante 5 dias. Apesar deste remédio ser considerado "de ponta" nos cânceres cerebrais, apresenta efeitos colaterais e na mãmae se apresenta como dores nas juntas dos braços e notadamente nas pernas, qdo isso acontece damos a ela um comprimido de Tylex de 30mg. Perguntamos o que vc pensa sobre tudo isso? Importante seria ouvir a tua opinião a respito do que relatei. Sem mais, incluímos teu pai em nossas orações.
Dora, Aurora e Raquel

 
At 18:54, Anonymous djeniffer said...

oi miguel, minha mãe também está passando por esta situação, ela teve um câncer de mama há quase 10 anos, depois de 5 anos teve metástases ósseas, depois no fígado(curado) e agora tem 3 metástases cerebrais. Antes do início do tratamento a única coisa que ela sentia era formigamento dos lábios, depois das radios ela sentiu tontura, numa dessas ela caiu e bateu com a cabeça, teve uma convulção no dia seguinte e, de uma hora para outra, passou a caminhar com muita dificuldade, ter muita tontura, dificuladade de falar, de enxergar. Na verdade nenhum médico soube me explicar porque isso tudo começou de uma hora para outra.Mas graças a Deus estes sintomas melhoraram muito e muito rápido depois que começou a fazer fisioterapia e tenho certeza que as lesões estão diminuindo(a tomografia é daqui a um mês).Ela usa um produto que vem do Taití chamado de Noni, que aumenta a imunidade, ela nunca deixou de fazer uma sessão de quimio por estar com baixa imunidade. Nós ja tivemos muitas provas da existência de Deus, e por mais difícil que seja a situação, não consigo pensar no pior, tenho certeza de que Ele está conosco e de que tudo vai dar certo. Leia para o teu pai Isaías cap.41 ver. 10 e 13 todos os dias. Muitas vezes a medicina não explica a cura de certos pacientes.
Um abraço, Djeniffer (djepicon@hotmail.com)

 
At 10:09, Anonymous Anônimo said...

A pouco menos de um mês tive a triste noticia de que minha maezinhaesta com um tumor cerebral frontal, o glioblastoma que tem crescido agressivamente, ela tem tomado medicamentos como Decadrom pra desinflamar o edema, mais nao sei o que posso fazer pela vida da minha mãe, o caso dela aparenta ser o grau IV, gostaria de saber se tem algum tratamento alternativo, ou um medico pra procurar que ao menos acredite nesses tratamentos e nos auxilie. E sobre esse termodal? onde posso encontrar?

Grande abraço!

 
At 00:24, Blogger Lidionete said...

Olá Miguel, como vai?
Espero que o seu pai esteja bem.
Primeiramente, meus parabéns pelo tão belo trabalho que você disponibilizou a nós leigos.
Você não imagina como me foi útil o seu blogger.
Estou vivenciando uma situação que jamais sonhei que iria passar...
Você também é pai e deverá entender o meu drama.
Sou mãe de 3 garotos lindos, de 11, 9 e 6 anos.
Há pouco mais de 60 dias, fomos surpreendidos com o diagnóstico de glioma de tronco cerebral no meu garotinho de 6 anos.
Há 17 dias ele foi operado e a rececção foi de aproximadamente 90%. Na biopsia acusou glioma difuso grau II. Daqui alguns dias fará nova ressonancia e a partir daí será proposto tratamento. Estamos muito confiantes e cheios de fé em Deus que o meu pequeno sairá desta. Faremos o que for possível e correremos atrás do impossível. Sou totalmente leiga no assunto, mas me "enfiei" de cabeça nas buscas e qualquer novidade é de fundamental importância. Acredito muito nos tratamentos alternativos. Há uma semana, começamos por conta própria com o Cogumelo do Sol, Unha de Gato, Omega 3, Selenio, Licopeno, Compressa de Argila com Carvão Vegetal na região da cirurgia, diminuição do sódio na alimentação e aumento do potássio. Sei que você pesquisou bastante e eu estou apenas começando...
É uma jornada que estamos começando, mas estamos dispostos a batalhar com todas as nossas forças!
Se for possivel, gostaria de sugestão de artigos, tratamentos, novidades, etc
Muito obrigada
Lidionete
lidionete@gmail.com

 
At 22:27, Blogger jrt said...

Pode se fazer radioterapia sem fazer biópsia cerebral antes? pergunto porque meu pai fez bióspia e foi muito arriscado tal procedimento, penso que para diagnosticar uma dença nào se pode expor a um risco de vida tào alto. Por isso questiono iso agora

 

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